04/11/2014

Opinião "Orgulho e Prazer" de Sylvia Day

Orgulho e Prazer (Historical #3)
Após a morte do pai, Eliza Martin torna-se uma das herdeiras mais desejadas pelos caçadores de fortunas. Todos a elogiam e enganam, mas ela resiste. Até que começa a sofrer uma série de acidentes que ameaçam a sua vida e se vê obrigada a recorrer a uma pessoa que se infiltre entre os seus pretendentes para descobrir quem está por trás da trama. Alguém que não dê nas vistas, que saiba dançar e seja calmo.
O atraente e sedutor detetive Jasper Bond é demasiado grande, demasiado bonito e demasiado perigoso. Quem iria acreditar que uma intelectual como Eliza se deixaria seduzir por um homem de ação? Mas a combinação da teimosia dela e do mistério é irresistível para Jasper. Deixar a sua cliente satisfeita é uma questão de orgulho. Mostrar-lhe que é o homem de que ela precisa será um prazer...

*Pode Conter Spoilers*

Estava ansiosa por começar este livro. Já tive o prazer de ler o primeiro desta série "Historical" da Sylvia Day e na altura, apesar de achar que o livro teve pouca história e muito sexo (até demais), gostei das personagens, gostei da escrita, da tradução e da edição. A Quinta Essência está de parabéns porque conseguiu ir ao encontro daquilo que o leitor procura.

Neste segundo (terceiro) volume da série, fiquei agradavelmente surpresa por ver que a autora seguiu um caminho diferente do que havia seguido no primeiro. Para já não abusou nas cenas de cama. Optou por explorar o lado apaixonado entre duas pessoas que nutrem sentimentos fortes um pelo outro, de uma forma equilibrada e normal. Nada de exageros e cenas impossíveis.

As personagens neste livro, nesta história em particular são mais "maduras", mas crescidas tanto a nível mental como a nível físico. Têm essência, e o "background" de ambos é perfeitamente credível. Achei muito inteligente da parte da autora de introduzir personagens secundárias referentes aos passados dos dois, de modo que assim conseguíssemos juntar os pedaços soltos. Ou seja, não era só ele que tinha alguns segredos ou alguns traumas do passado. Eliza também tinha alguma coisa a esconder.
Eliza é uma mulher excepcional. Por não querer ser a cópia da mundana mãe, resolve fechar-se em copas e decide passar as temporadas destinadas a arranjar casamento, envolta num clima de "não quero" ou "não estou interessada". É por isso que aos vinte e quatro anos continua solteira e a viver na mansão do Conde de Melville, seu tio que toda a gente pensava ser tresloucado por ter um feitio especial e uma inteligência rara.
Quanto a Jasper (adoro o nome) é um caçador de ladrões que é contratado por Eliza, uma vez que esta anda a sofrer alguns acidentes estranhos que atentam à sua integridade física. Como tem a noção de que poderá ser algum tipo de pressão para a fazer casar-se, sente a necessidade de alguém que a proteja e que investigue, mas que ninguém conheça. Assim sendo, Jasper entra em cena. E Jasper é, efectivamente o homem para o trabalho. É o típico homem, com uma aura extremamente sensual e sexual. É muito masculino (como disse uma amiga minha). Respira poder e elegância e aquele "savoir faire". Tem noção de que é um homem atraente e que Eliza desde o primeiro momento que o vê fica total e absolutamente aturdida, tal como ele em relação a ela, pese embora ela não seja uma mulher exuberante, como seria de esperar. É algo bruto, apesar de ser muito observador e inteligente, mas é também um homem que dá tudo de si à pessoa que ama.
É mais que óbvio que devido às qualidades de ambos, quer físicas, quer intelectuais, a faísca acende e daí por diante é um "quem nos acuda". Não obstante a atracção que desde que se conhecem os atrai um para o outro e que supostamente deveria ser enjoativa e entediante, é uma relação que em nada é aborrecida para quem vai acompanhando. É entusiasmante e ficamos sempre à espera que a "bomba" expluda.
Há mistério, há uma história muito boa por detrás de tudo o que acontece e o facto de a autora não ter entrado apenas pela parte sexual ajuda em muito a ler este livro compulsivamente, sem o leitor pensar: "bah, isto é mais do mesmo. Quando é que acaba?!". Adorei, mesmo! Faz-me lembrar a maneira como Julia Quinn costuma escrever os seus romances. O que não é muito fácil tendo em conta que os leitores de Sylvia Day costumam ter uma relação de amor/ódio com as obras da autora.

Recomendo e agradeço uma vez mais à Quinta Essência por me ter dado a oportunidade de ler este livro absolutamente *delicioso*.



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