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22/07/2014

Opinião - "A Mulher Perfeita é uma Cabra - Guia de Sobrevivência para as mulheres «normais»"


A Mulher Perfeita é uma Cabra! é um guia destinado a mulheres «normais», que possam sofrer de fraca autoestima face àquelas que a sociedade considera «perfeitas». Graças a um imbatível sentido de humor, este livro tem feito uma inacreditável carreira, beneficiando sobretudo de simples recomendações trocadas entre amigas. Mulheres de todas as idades reveem-se neste livro graças às referências a várias épocas desde os anos 80 e 90 até ao presente. 

As autoras, duas gémeas, desmontam os mitos que foram criados à volta de mulheres famosas e decidem intervir em favor das que se culpabilizam por terem o verniz estalado nas unhas ou por ganharem uns quilitos a mais. A leitora encontrará aqui uma diversidade de propostas interessantes como listas para preencher, cupões de veto para certas situações, conselhos para escolher a fotografia do Facebook ou, ainda, listas das coisas horríveis que as mulheres «perfeitas» costumam fazer às mulheres «normais».

Despretensioso, mas notável a todos os títulos, A Mulher Perfeita É Uma Cabra fará rir as leitoras com o objetivo de as desculpabilizar e descontrair para que gostem de si tal como são!



Tenho de ser sincera e admitir que se não tivesse sido a Presença a enviar-me este livro para leitura e posterior publicação de opinião, provavelmente nunca o teria lido. Tenho sempre algum receio destes livros de "ajuda pessoal", até porque depois é extremamente difícil escrever uma opinião que cative as pessoas a quererem ler. No entanto, após ler as primeiras páginas vi logo que este não era um livro de ajuda pessoal qualquer. Quando dei por mim já estava a mais de metade do livro em pouco mais de três quartos de hora. Sabem aquela sensação de que há coisas que no dia-a-dia pensamos e que não podemos dizer porque a educação e o bom senso não o permitem? Pois lá está. As autoras deste pequeno Guia de como não ser uma "cabra" ou uma "mulher perfeita" nos parâmetros da sociedade, não querem saber nem da educação nem do bom senso. Colocam em papel tudo o que gostaríamos de dizer se tivéssemos coragem. E fazem-no de uma maneira hilariante que nos arrancam gargalhadas sonoras.
Se na sociedade em que vivemos as mulheres têm de ser perfeitas, então vivemos numa sociedade demasiadamente monótona, falsa e "castradora" dos actos impulsivos, aqueles actos que nos fazem dar uma gargalhada no meio do autocarro só porque nos lembramos de uma anedota da semana passada ou da queda que a senhora da farmácia quase deu porque usava uns saltos demasiadamente altos. Esta pequena *delicia* de 160 páginas, mostra-nos que para sermos perfeitas não precisamos de estar sempre perfeitas. Cabelo arranjadinho, medidas de top-model e conversas de circunstância que nada mais são do que maçadoras e monótonas. Uma coisa que aprendi com este Guia? Sejam originais. Sejam impulsivas. Sejam honestas e frontais e vão ver que a vida vai tornar-se muito, mas muito mais divertida!

Obrigada à Presença pela oportunidade que me deu para abrir a mente a outros tipos de leitura!



21/07/2014

Equipa Vencedora da 2ª Maratona do Sinfonia dos Livros


E sabem que equipa ganhou? Não sabem? Então eu vou dizer:

Foi a equipa ...


... com nada mais, nada menos do que 12.657 páginas lidas (é muita página)

No total a maratona contou com 64.363 páginas entre todas as equipas!!!

Opinião - "Amor e Enganos" - Julia Quinn

Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita... talvez... aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não...

*Pode Conter Spoilers*

Terceiro livro das Crónicas dos fantásticos e *deliciosos* Bridgerton. Oh Meu Deus como eu vou ter saudades desta família quando chegar ao fim! 
Ainda bem que ainda faltam uns quantos!!

Por esta razão é que não os queria ler de uma assentada só, mas depois de começar não existe ponto de retorno possível! Perdido Por Cem, Perdido Por Mil, certo?Ceeeeeeerto! Foi com este pensamento que apenas três dias depois de terminar o segundo volume, tive mesmo, aliás fui obrigada em consciência a ler este terceiro capítulo de uma maneira completamente desvairada... Ainda para mais, Julia Quinn resolveu pegar numa história de princesas que a mim me aborrecia um pouco (nunca mais vou ver a Cinderela sem lembrar-me de Sophie). Ter usado o conceito da Cinderela fez-me gostar ainda mais e especialmente deste livro, porque reformulou completamente a história e tornou-a muito melhor e só mesmo Quinn seria capaz de uma façanha destas. E quando digo que usou o conceito da história mais famosa de princesas é porque foi mesmo isso. Sophie, a nossa "princesinha" tem uma madrasta má (horrorosa, pavorosa e tudo o mais que acabar em "osa" e que tenha uma conotação péssima). Tem duas irmãs "emprestadas" que fazem dela tapete dos pés, (tenho de ser verdadeira e dizer que uma delas, a mais nova, não era assim tão má e que me surpreendeu muito no final de tudo), mas não tem um pai amoroso, nem uma fada madrinha! Tem uma governanta que a criou e educou desde pequena e um pai que morreu sem a ter reconhecido como sangue do seu sangue e tão pouco lhe deu a atenção que uma criança precisa depois de ter perdido a mãe em tão tenra idade. Até à morte do seu pai, as coisas até nem correram muito mal, no entanto, depois de ter perdido o pai, Sophie fica à mercê de Araminta, a madrasta que, tal como na Cinderela, rebaixa-a a criada da família e retira-lhe todos os "privilégios" que ela havia tido até à data. Mas eis que chegou o dia do baile em casa dos Bridgerton. Toda a sua vida ela tinha acompanhado a família mais querida e popular de Londres através do boletim da misteriosa Lady Whistledown e sabia muito bem quem era quem. Havia, desde sempre, simpatizado com Benedict, o segundo na linhagem. 
O que aconteceu no baile? Não posso revelar (olhem eu a armar-me em Lady Whistledown) mas posso dizer-vos que foi o sorriso contagiante e a alegria de viver de Sophie, mais conhecida no baile como "a mulher do vestido prateado", que cativou Benedict e o fez ficar completamente apaixonado por ela. No entanto, nem tudo são rosas e as doze badaladas ecoam por todo o salão de baile como o final daquela fantasia que seria apenas o início da mudança nas vidas de Sophie e Benedict. Não deixou cair o sapato quando fugiu de Ben, mas deixou-lhe a luva. Ben durante muito tempo procurou por ela e com a esperança de um dia a reencontrar nunca casou (que fofo).
Alguns anos depois, e após Sophie ter sido expulsa de casa, eles reencontram-se. Um aparte: Eu simplesmente adorei o facto de Sophie finalmente ter saído daquela casa, embora fosse a casa que ela sempre conhecera desde criança. Acho que foi uma cartada de mestre ter feito com que Sophie se afastasse de Londres como Quinn afastou, eliminando qualquer oportunidade que ela pudesse ter de encontrar Benedict ou vice-versa. A meu ver e apesar de gostar imenso de Sophie, acho que na altura em que ela conheceu Ben, ela era ainda uma criança, ou melhor, ainda era alguém que vivia com a cabeça nos sonhos, justamente pelo que havia sofrido até então. Acho que seria demasiadamente dependente do afecto de Benedict. Os dois anos que se passaram desde o baile até ao reencontro permitiu um amadurecimento da parte dos dois. 
Retomando: Ela sabe quem é ele, evidentemente, mas ele não a reconhece (esqueci-me de mencionar que o baile onde se conheceram era de máscaras e ele não conseguiu vislumbrar-lhe o rosto quando se conheceram). No entanto e apesar de ele não a ter reconhecido sente de imediato algo diferente por aquela criada de modos requintados e de sorriso doce. De salientar que achei fantástico, ou antes, *delicioso* que Sophie não fosse a criadinha afectadinha e atormentada que poderia vir a ser, justamente por ser uma jovem com requinte, educação, inteligência e beleza. Seria de todo imperdoável que Benedict, sendo o homem sensível que sempre nos mostrou ser, para além de muito inteligente e eloquente, deixasse fugir uma preciosidade como Sophie.

É para mim muito complicado escrever a minha opinião sem estar a contar o que está tão vívido na minha memória. Gostaria de contar tudo o que aconteceu desde o momento em que Ben salva Sophie de ser violada até ao momento em que se apercebe que a ama mais do que tudo na vida e que sem ela não consegue sequer conceber um futuro, mesmo não sabendo quem ela é na realidade. Mas embora não o vá fazer por respeito a todos os que ainda não leram, vou apenas dizer que apenas Julia Quinn poderia transformar uma história da Cinderela (já mais que batida) e torná-la melhor e mais emocionante de uma maneira tão doce e tão "real". 
As personagens? Continuam cada vez melhores e se há criatura que me apetecia esganar, essa pessoa seria certamente Araminta, (mulher do diabo), a madrasta infame de Sophie. 
Benedict é um dos meus Bridgerton's preferidos. Apesar de quando ele lhe fez A proposta me tenha dado vontade de o sacudir. Pensando bem, gosto de todos eles, desde o autoritário Anthony ao irritantemente jovem Gregory. Pelo que lemos até agora, apercebemo-nos que apesar de serem tão parecidos por fora, são também muito diferentes na maneira de ser, completando um quadro que nos mostra uma família invulgarmente feliz!

E o que vem a seguir?! Penelope e Colin *_* OMG!!! Mal posso esperar!



18/07/2014

«Proposta Indecente», de Patricia Cabot - Novidade Quinta Essência

Proposta Indecente
Patricia Cabot
Uma aventura apaixonada nas Baamas

Aventureira, franca, Payton Dixon tem dois sonhos na vida: possuir um veleiro e obter o amor do capitão Connor Drake. Mas ambos parecem fora do seu alcance, uma vez que seu o amado capitão está prestes a casar com outra, e pior, o traidor do pai de Payton ofereceu-lhe o barco dela como prenda de casamento.
Decidida a provar que está certa, Payton consegue desencadear um escândalo e causar todos os tipos de problemas. Quanto a Drake, não é capaz de decidir se quer estrangular a rapariga com quem cresceu, ou fazer amor com a bela mulher em que ela se transformou.

Imprensa «Patricia Cabot povoa a sua aventura no alto mar com personagens memoráveis e um cenário cuidadosamente pormenorizado. Os leitores vão sentir a brisa do mar e os beijos apaixonados entre Payton e Drake. Um livro diferente, divertido e encantador. É uma verdadeira alegria para ouvir a voz única de Patricia Cabot.»
RT Book Reviews

A Autora: Meggin Patricia Cabot, autora bestseller de romances históricos, nasceu em fevereiro de 1967, em Bloomington, Indiana (EUA). Trabalhou como gestora numa residência universitária, foi ilustradora freelance e escreveu mais de cinquenta livros que assinou com diferentes pseudónimos. Entre eles destaca-se a série O Diário da Princesa (The Princess Diaries), publicada em mais de trinta países e adaptada ao cinema pela Walt Disney Pictures, com grandes êxitos de bilheteira. As suas obras ganharam inúmeros prémios, incluindo o New York Public Library Books for Teen Age, o Booksense Pick, o Evergreen, o IRA/CBC Young Adult Choice, entre outros.

http://www.quintaessencia.com.pt/pt/romance/contemporaneo/proposta-indecente/
Alguns dos títulos anteriores
 
 

17/07/2014

Opinião - "Os Segredos da Noite" - Sadie Matthews


A paixão de Beth por Dominic mudou-a para sempre. A total confiança que deposita nele fê-la entregar-se de corpo e alma nas suas mãos, participando em jogos e realizando-lhe todas as fantasias. Era perfeito: ambos tinham um amor eterno... mas Dominic perdeu o controlo. Angustiado pelos acontecimentos, Dominic trava uma luta interior e decide que não poderá permitir que aquilo aconteça novamente. Sobretudo porque agora já não é só Dominic que anseia pelo jogo delicado e sedutor de dar e receber, de arriscar pisar a linha ténue que separa a dor do prazer... Persuadir Dominic a abandonar essa parte secreta de si mesmo será o maior risco que Beth poderá assumir, mas ela já não consegue resistir. E agora há Andrei Dubrovski: um homem rico e poderosíssimo, que invade a vida de Beth, da maneira que ela menos esperaria. Será o amor de Dominic e Beth suficientemente forte para resistir?





Este é o segundo volume da trilogia erótica (After Dark) de Sadie Matthews publicada pela editora 5 Sentidos do Grupo Porto Editora, à qual tenho de agradecer por mais esta oportunidade de ler um bom livro. 
A minha opinião ao primeiro podem ver aqui. Na minha modesta opinião? Este é melhor do que o primeiro embora eu tenha dado a mesma nota. Neste segundo livro temos uma Beth mais madura e mais segura de si e dos seus sentimentos por Dominic. Gostei da introdução do Andrei e de como ele não é o típico russo podre de bom e cheio de magnetismo. Aliás, magnetismo e charme ele até tem, mas não é o tipo de homem que passa pelas mulheres e deixa-as a babar, literalmente. 
É que seria apenas mais do mesmo. Gostei dessa "novidade". Apesar de achar que ela de facto deve ficar com Dominic no final de tudo. Para quem leu o primeiro ou leu a minha opinião, viu que foi aí que ela conheceu Dominic, apaixonou-se por ele e aceitou a faceta dele de ser um adepto da Dominação no mundo da BDSM. Referi que achei as cenas eróticas nada pesadas e aceitáveis. Neste as cenas continuam a ser mantidas num nível de normalidade. Ou seja, não choca ninguém nem tão pouco enoja. Continuam a ser momentos agradáveis e muitas vezes até ternurentos, porque no final das contas são pessoas que se amam, apesar dos "fetiches" e conseguem muitas vezes ter relações de uma maneira normal (pelo menos no que se acha normal na sociedade). 
Gostei do facto das personagens estarem mais desenvolvidas neste segundo capítulo e como no primeiro, gosto imenso do par Beth/Dominic. Quando apareceu o russo Andrei (que também é patrão de Dominic) não gostei nada dele, Áspero, agressivo, duro e muito crú com as pessoas. No entanto, no virar desenfreado das páginas vamos conhecendo-o melhor e de certa maneira acabei por gostar dele e desejar que ele consiga dar um abanão em Dominic, tipo um ataque de ciumeira estão a ver? Não? Mais ou menos assim:
Adiante, só não dei cinco estrelas porque, novamente, achei que algumas expressões ou alguns diálogos não são para se ter durante um acto sexual (ou então sou eu que sou esquisita). Além disso, também não concordei com as indecisões de Beth. Não que alguma vez ela tivesse colocado em questão o seu amor por Dom e sim por ela não ter a noção de que "é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo" e apesar de ela não ter mentido descaradamente, também não foi sincera quando deveria ter sido. 
Para perceberem o que quero dizer, por favor leiam o livro e depois digam-me se não tenho razão! 
Aguardo ansiosa pelo terceiro e último capítulo e que Beth e Dominic acabem com os "dramas" e fiquem juntos.